IoT avança no campo

Mais uma vez a Strider foi destaque como empresa que está revolucionando o agronegócio. Em reportagem publicada pela Valor, a Agtech foi citada como exemplo da vitalidade do setor,  um dos mais avançados no uso de sistemas de internet das coisas (IoT). Confira a publicação:

IoT avança no campo

Por Martha Funke

A tecnologia está ajudando a reduzir os custos e aumentar a produtividade no campo. O agronegócio brasileiro já é um dos setores mais avançados no uso de sistemas de internet das coisas (IoT), baseados em sensores para captação remota de dados de equipamentos, ambiente ou animais, e foi selecionado como um dos segmentos prioritários para sustentar a Política Nacional de IoT, voltada a ações de incentivo ao desenvolvimento tecnológico do país.

Estudo realizado para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) embasar o plano mostrou que o emprego de IoT no campo está crescendo rapidamente. A estimativa é que até 2025 o impacto do uso das soluções nesta área alcance entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões, apoiando queda de até 20% no uso de insumos agrícolas e alta de até 25% na produção das fazendas, destaca o secretário de políticas de informática do MCTIC, Maximilano Martinhão.

Iot avança

A tecnologia no campo vai além da IoT. A Strider surgiu em 2013 com o software de monitoramento e controle de pragas Protector, que usa georreferenciamento para definir campos, rotas e pontos de medição para monitoria de cada safra e. Os dados são inseridos em tablet e as informações são transmitidas ao final do dia por internet, criando uma linha do tempo de cada talhão. Os dados podem ser acessados por aplicativo para controlar processos como prescrições para pulverização e estoques.

Outro produto, o Tracker, monitora frotas de tratores e implementos com apoio de sensores e da rede de rádio de baixa frequência Horizon, da própria Strider, que também permite conectar estações climáticas, armadilhas digitais e outros sensores distribuídos no campo. A empresa oferece ainda o sistema de gestão Base e o Space, capaz de identificar áreas com problemas na safra com base em imagens de satélite ou drones, descreve o diretor Henrique Prado.

Hoje a Strider monitora cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, mais de 600 propriedades rurais e fazendas na Austrália, Estados Unidos, Bolívia e México. A empresa recebeu investimentos em torno de R$ 10 milhões dos fundos Barn, Monashees e Qualcomm e este ano deve faturar R$ 15 milhões, 5% com clientes estrangeiros. As grandes empresas de tecnologia também estão de olho no setor. A Qualcomm fez parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para desenvolver sistema para monitorar dados como detecção de focos de pragas, déficit de nutrientes e danos ambientais, com base em drones.

Leia a matéria completa em: valor.com.br