Uma nova safra de serviços para atender ao agronegócio

Brasil econômico

Start-ups levam ao campo tecnologias que permitem a redução de custos e o aumento da produtividade

Com modelos que privilegiam a entrega de software na nuvem e o uso de dispositivos móveis, essas start-ups investem em tecnologias para o aumento da produtividade e a redução de custos em diversas culturas no campo. “O setor tem muitos problemas para resolver e ainda possui pouca oferta especializada na ponta”, diz Luiz Tangari, cofundador da Strider. “E, ao contrário de outras indústrias, nós conseguimos vender nosso produto em qualquer mercado. Ele pode ser aplicado tanto numa fazenda no Brasil como nos Estados Unidos, na Austrália e na Ucrânia”.

Criada em 2013, a Strider desenvolveu um software para o controle e o monitoramento de pragas. A solução permite que um técnico vá a campo, munido de um tablet, para coletar dados dessas ocorrências, com o auxílio de geolocalização. As informações são apresentadas em um portal, que pode ser acessado a quilômetros de distância por um especialista. Dotado de componentes analíticos, o software gera mapas de calor, gráficos e outros recursos visuais para identificar precisamente as áreas que necessitam da aplicação de defensivos agrícolas. “A ideia é agilizar a tomada de decisão e estimular o uso racional de defensivos. Hoje, o Brasil é o maior mercado do mundo nessa esfera”, diz Tangari. “Mas há um grande desperdício. Para soja, os defensivos representam um terço do custo total de produção. Em algodão, mais de 50%. Nossa estimativa é reduzir o custo em uma faixa de 15% a 20%”, observa. Em 2013, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou um total de US$ 11 bilhões.
Com atuação desde março, a Strider tem uma carteira de 40 clientes e 110 mil hectares monitorados no país nas culturas de algodão, soja, cana-de-açúcar, laranja e café. Um dos próximos passos é a inclusão de sensores na oferta, para medir fatores que influenciam a eficácia dos defensivos, como vento, temperatura e umidade do ar.

A empresa acaba de receber um aporte de R$ 5 milhões. A cifra será destinada à ampliação da presença em cada uma das regiões de atuação no país. A Strider também prepara a entrada no mercado norte-americano, a partir de abril de 2015. Como base para essa expansão, a companhia já desenvolveu projetos-piloto com produtores locais.

A reportagem na íntegra pode ser encontrada no site do Brasil Econômico.