Uma nova safra de serviços para atender ao agronegócio

Start-ups levam ao campo tecnologias que permitem a redução de custos e o aumento da produtividade.

Criada em 2013, a Strider desenvolveu um software para o controle e o monitoramento de pragas. A solução permite que um técnico vá a campo, munido de um tablet, para coletar dados dessas ocorrências, com o auxílio de geolocalização. As informações são apresentadas em um portal, que pode ser acessado a quilômetros de distância por um especialista. Dotado de componentes analíticos, o software gera mapas de calor, gráficos e outros recursos visuais para identificar precisamente as áreas que necessitam da aplicação de defensivos agrícolas. “A ideia é agilizar a tomada de decisão e estimular o uso racional de defensivos. Hoje, o Brasil é o maior mercado do mundo nessa esfera”, diz Tangari. “Mas há um grande desperdício. Para soja, os defensivos representam um terço do custo total de produção. Em algodão, mais de 50%. Nossa estimativa é reduzir o custo em uma faixa de 15% a 20%”, observa. Em 2013, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas movimentou um total de US$ 11 bilhões.
Com atuação desde março, a Strider tem uma carteira de 40 clientes e 110 mil hectares monitorados no país nas culturas de algodão, soja, cana-de-açúcar, laranja e café. Um dos próximos passos é a inclusão de sensores na oferta, para medir fatores que influenciam a eficácia dos defensivos, como vento, temperatura e umidade do ar.

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